A Quimera é um monstro mitológico. Fabuloso, possuia corpo de cabra, cabeça de leão e cauda de dragão. Criada pelo rei de Cária, mais tarde assolaria este reino e o de Lícia com o fogo que vomitava. Foi morta pelo herói Belerofonte, montado no cavalo alado Pégaso. Simboliza aquilo que é produto da imaginação, a fantasia, o sonho e a utopia.
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1 de mai. de 2012
20 de fev. de 2012
Literatura e ciência
Diálogo Filosófico
Carlos Drummond de Andrade
- As coisas não são o que são, mas também não são o que não são - disse o professor suíço ao estudante brasileiro.
- Então, que são as coisas? - inquiriu o estudante.
- As coisas simplesmente não.
- Sem verbo?
- Claro que sem verbo. O verbo não é coisa.
- E que quer dizer coisas não?
- Quer dizer o não das coisas, se você for suficientemente atilado para percebê-lo.
- Então as coisas não têm um sim?
- O sim das coisas é o não. E o não é sem coisa. Portanto, coisa e não são a mesma coisa, ou o mesmo não.
O professor tirou do bolso uma não-barra de chocolate e comeu um
pedacinho, sem oferecer outro ao aluno, porque o chocolate era não.
Contos Plausíveis, in Andrade, C. D. (1992): Poesia e Prosa, Rio de Janeiro: Aguilar, pg. 1261.
26 de out. de 2011
15 de ago. de 2010
Cinema e Geografia: "Que viva México!"
Que viva México é o filme não concluido do cineasta soviético Sergei Eisenstein. O filme, cujas gravações ocorreram no início da década de 1930 no México, pretendia ser o retrato daquele país desde a época pré-hispânica até à revolução mexicana. Em 1973, anos após a morte do cineasta, o filme foi montado. São "quatro episódios mais um prólogo e um epílogo. O prólogo apresenta imagens alegóricas ao México pré-hispânico. O episódio "Sandunga" recria os preparativos de uma boda indígena em Tehuantepec. "Fiesta" aborda o ritual da "fiesta brava", enquanto "Maguey" encena a tragédia de um camponês vitimado por se rebelar contra o seu patrão. "Soldadera" (episódio não filmado) apresentaria o sacrifício de uma mulher revolucionária. O epílogo, também conhecido como "Dia de mortos", refere-se ao sincretismo das diversas visões que coexistem no México à volta do tema da morte".
26 de nov. de 2009
Geografia e cinema
Gonzalo Infante vive numa bela casa num bairro de classe média no Chile de 1973. Pedro Machuca mora num loteamento ilegal a próximo a escola. Os dois meninos vivem na no Chile de Allende quando o diretor da escola abre as portas do colégio para os filhos das famílias pobres do loteamento. Assim Pedro Machuca e Gonzalo, tornam-se grande amigos enquanto Pinochet dá seu golpe.
O filme além de extremamente delicado é excelente para se discutir a situação políticas do Chile no período de transição entre o governo socialista de Allende e o golpe militar de Pinochet.
Direção: Andrés Wood (2004)
O filme além de extremamente delicado é excelente para se discutir a situação políticas do Chile no período de transição entre o governo socialista de Allende e o golpe militar de Pinochet.
Direção: Andrés Wood (2004)
23 de jul. de 2009
Geografia e cinema
Nós que aqui estamos por vós esperamos é a segunda sugestão para se trabalhar geografia e cinema.
Este é um documentário brasileiro (1998) dirigido por Marcelo Masagão. Trata-se de uma leitura do livro Era dos Extremos (ótimo livro) do historiador Eric Hobsbawm. Através de imagens e da música de Wim Mertens, todo o século XX é repassado.
O título do filme é o letreiro de um cemitério do interior de São Paulo.
Vale a pena. Abaixo os 10 primeiros minutos.
Este é um documentário brasileiro (1998) dirigido por Marcelo Masagão. Trata-se de uma leitura do livro Era dos Extremos (ótimo livro) do historiador Eric Hobsbawm. Através de imagens e da música de Wim Mertens, todo o século XX é repassado.
O título do filme é o letreiro de um cemitério do interior de São Paulo.
Vale a pena. Abaixo os 10 primeiros minutos.
20 de jun. de 2009
Geografia e arte (artigos)
Sugestões de artigos para aqueles que querem pensar a possível relação entre Geografia e arte.
1. BARBOSA, Jorge Luiz. A arte de representar como reconhecimento do mundo: o espaço geográfico, o cinema e o imaginário social.
Disponível em: http://www.uff.br/geographia/rev_03/jorge%20luiz%20barbosa.pdf
2. SUSUKI, Julio Cesar. Geografia e literatura: uma leitura da cidade na obra poética de Paulo Leminski.
Disponível em: http://www.anpege.org.br/downloads/revista2/geografia_literatura.pdf
3. MOREIRA, R. . SER-TÕES: o universal no regionalismo de Graciliano Ramos, Mário de Andrade e Guimarães Rosa (um ensaio sobre a geograficidade do espaço brasileiro). Ciência Geográfica, Bauru - SP, v. X, n. X, p. 186-194, 2004.
4. GEIGER, Pedro. Ciência, arte e geografia no cinema de David Lynch.
Disponível em: http://www.geografia.fflch.usp.br/publicacoes/geousp/Geousp15/Artigo1.pdf
5. BENJAMIN, Walter. Magia e Técnica, Arte e Política: ensaios sobre literatura e história da cultura (obras escolhidas). São Paulo: Brasiliense, 1993.
1. BARBOSA, Jorge Luiz. A arte de representar como reconhecimento do mundo: o espaço geográfico, o cinema e o imaginário social.
Disponível em: http://www.uff.br/geographia/rev_03/jorge%20luiz%20barbosa.pdf
2. SUSUKI, Julio Cesar. Geografia e literatura: uma leitura da cidade na obra poética de Paulo Leminski.
Disponível em: http://www.anpege.org.br/downloads/revista2/geografia_literatura.pdf
3. MOREIRA, R. . SER-TÕES: o universal no regionalismo de Graciliano Ramos, Mário de Andrade e Guimarães Rosa (um ensaio sobre a geograficidade do espaço brasileiro). Ciência Geográfica, Bauru - SP, v. X, n. X, p. 186-194, 2004.
4. GEIGER, Pedro. Ciência, arte e geografia no cinema de David Lynch.
Disponível em: http://www.geografia.fflch.usp.br/publicacoes/geousp/Geousp15/Artigo1.pdf
5. BENJAMIN, Walter. Magia e Técnica, Arte e Política: ensaios sobre literatura e história da cultura (obras escolhidas). São Paulo: Brasiliense, 1993.
Geografia e cinema
Abrimos uma nova sessão: Geografia e arte.Iniciamos com a sugestão do filme Soy Cuba/Я - Куба (1964). Co-produção Cuba e URSS teve direção de Mikhail Kalatozov e fotografia de Sergei Urusevsky.
O filme está dividido em quatro histórias, todas passadas numa Cuba pré-revolucionária. A primeira conta a história de Maria (Luz María Collazo). Na segunda, o fazendeiro Pedro (José Gallardo), coloca fogo em sua lavoura ao descobrir que suas terras foram roubadas. Na terceira história, o estudante universitário Enrique (Raúl Garcia)enfrenta soldados nas ruas de Havana. Por último, Mariano (Salvador Wood), morador das colinas procura defender sua mulher e filhos dos bombardeios de Batista, juntando-se à guerrilha liderada por Fidel Castro.
Foram dois anos de gravação. Com belíssima fotografia, Soy Cuba pretendeu selar a aliança URSS-Cuba divulgando para todo o mundo ocidental a vitória da revolução cubana. Todo o filme foi filmado com uma película utilizada pela agência espacial russa. Lançado em 1964 foi um fracasso de público e de crítica, tanto em Cuba quanto na URSS, permanecendo em cartaz apenas durante uma semana. Foram precisos 30 anos para que o filme fosse resgatado por Coppola e Scorsese.
O vídeo abaixo é de uma das mais belas cenas/fotografia do filme. Vale conferir!
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